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Bezunta, líder sindical especialista em sabotagem. Por vezes era necessário entrar em eventos do regime e Bezunta, profundo conhecedor das bastidores do poder, criou um grupo de cantares e folclore topo de gama, de maneira a poder-se infiltrar nos meandros das comemorações do Estado Novo. De dentro, poderia activar dispositivos que mais tarde iriam dar origem a manifestações, rebeliões ou simples matanças do porco. Poderá parecer estranho esta última opção, mas é sabido que existia um plano B para quando as coisas corriam mal, e esse plano B era a matança do porco. O que poderiam estar centenas de populares a fazer, armados de alfaias agrícolas e archotes? Matar um porco, claro.

Os Cangalhas de Alfaçoita chegaram a ter tanto sucesso que acabaram a fazer tournées pela Europa, onde eram apreciados pelas suas escalas arábicas adaptadas às tonalidades minhotas. Bezunta chegou também a gravar um LP a solo e abriu uma loja de ferragens em Clichy-sous-Bois, onde ganhou respeito e dinheiro como amolador de tesouras e fabricante de ferraduras para cavalos com cegueira parcial. Mas ao fim de um ano voltou à nação que clamava pela seu regresso.

Separados devido a desavenças que envolviam a contabilidade da banda e o desaparecimento recursivo de microfones a pilhas, os “Cangalhas de Alfaçoita” acabaram por dar origem a várias bandas folclóricas, um grupo de danças de salão, duas bandas de rock e um movimento de libertação de javalis em cativeiro.

Bezunta aparece-nos aqui mais uma vez disfarçado, de acordeonista ligeiramente aborrecido com a desafinação da pessoa à sua direita. O acordeão é um modelo especial “Paolo Soprani” com dispositivo de comunicação rádio incluído e distribuidor de ampolas de Arsénico para o caso de serem apanhados pelas brigadas BlackOps da polícia política.

Imagem ampliada da fotografia original

Maia, Julho de 1968

Em nome de Vossa Excelência Cão Maneta, e em cooperação com o Estado Autónomo do Meco, venho por este meio lançar um concurso a todos os leitores do Blog ( ou seja dois, os autores ), o concurso tem como objectivo, o leitor elaborar um texto com uma empresa de sonho ridícula, passo a expor uma: Um lar + Uma Agência Funerária + Um Médico sem escrúpulos e uma enfermeira ninfomaníaca = Negócio Garantido. Escrevam as vossas opiniões e a melhor ganha um passe da carris do Amieiro a Cuba e um pacote de arroz do Baixo Mondego. Participem !!! Se têm coragem…

Não se deixem enganar pelas fatiotas ridículas, pois estas pessoas são do mais vil que existe no Baixo Mondego. Encerram nas suas vestes a tradição de um povo, mas sobretudo, o desígnio da maldição dos dançarinos amaldiçoados. Estas vestes remontam às lutas dos Alpacas Sebosos, um grupo de extremistas de esquerda-direita, que em tempos remotos assaltaram e assassinaram todo o ser que ousasse deitar-lhes um olhar que fosse. Conta-se à boca fechada a história de um deles que arrancou um olho à dentada de um lenhador, numa briga de tasca, por causa de uma mala “Lui’Viton”… Reza a maldição que quem veste estes tecidos, altera a personalidade… Um pacato homem honrado de família , torna-se numa vil criatura, um abominável carniceiro das trevas. O braço direito de Mafistofeles.

Bezunta, lider sindical especialista em sabotagem. Disfarçado de velha enjoada ligeiramente irritada com o atraso do autocarro. Alcântara – Maio de 1967

Nota: Dos cadernos secretos da Polícia Internacional e de Defesa do Estado. Bezunta é uma das figuras mais importantes do underground português do pré-25 de Abril. Como agente infiltrado, a sua identidade nunca foi conhecida e as suas proezas foram sendo esquecidas nas últimas 3 décadas. Vamos publicando aqui no Cão Maneta alguns ficheiros até há pouco tempo considerados “Segredo de Estado”.

Segundo reza a lenda, António Coruja, nunca mais foi o mesmo, este encontro imediato teve repercussões físicas e psicológicas. A incontinência que tem, deve-se ao susto que apanhou, não pela aparição, mas sim, pela música, Coruja tinha medo que a mulher reconhece-se aquela musica, e junta-se a tatuagem na nádega, e a viagem à Jamaica e descobri-se as noites loucas com a Equipa de Bócio de Moçambique.

Os Seres aproximaram-se e entregaram um manuscrito e uma lata de atum ramirez, esta aparição e a escolha da pessoa de António Coruja, é incerta, uns dizem que era devido ao efeito magnético da estação nuclear existente nas redondezas ( negado pelas autoridades ), outros pelo facto de Coruja ser um vulgar coveiro da freguesia ( e sabemos como são calados os coveiros ), e tem uma adega, que em tempos foi descoberto numa pipa, uma túnica, que dizem pertencer a Joana D’Arc.

A esposa do nosso amigo tem uma exploração de “vacas de duas pernas”, para além de ser doméstica, que lhe garante um estável rendimento, e onde os impostos são uma ficção…este certamente não seria o motivo

Mas os Seres deviam ter entregue o manuscrito a um infiltrado da comunidade ( que nos tempos livres é ferrinhos na Banda Filarmónica de  Montemor ), agora três perguntas se impõem:

1. Quem era esse infiltrado ?

2. O que dizia o manuscrito ?

3. De onde viriam estes Seres para cheirarem tanto a peixe ?

No último congresso da Associação Portuguesa de Antropologia foram dedicados dois dias à analise dos “Cadernos do Baixo Mondego”, documento elaborado pelo Professor Doutor Alves B. Pimentel nos últimos 30 anos, que analisa profundamente a vertente sociocultural do sexo nas sociedades das beiras. Alves B. Pimentel refuta assim todas as acusações de incesto de que foi acusado no início dos anos 80 onde prova que esta prática é normal e corrente na sua área geográfica. Foi forte a contestação dos seus colegas em relação à organização da escala importância das práticas sexuais, uma vez que a maior parte dos profissionais defende que a necrofilia e a bestialidade deva ser tirada da área de “práticas comuns” para a área de “práticas ocasionais”. Com excepção para os animais de médio e pequeno porte ou animais que não precisem de ser sedados para o coito.

Pela primeira vez foi publicado um documento que fala da vida sexual do clero com uma anexo que descodifica expressões usadas no meio para descrever práticas sexuais. Ficou de fora deste documento a prática de masturbação , excepto quando assistida ou auxiliada. A inclusão de fotografias foi desaconselhada à ultima hora, tendo o Dr. Pimentel sido coagido no sentido de censurar conteúdo gráfico sob ameaça de excomunhão. O documento é bastante interessante apesar de extenso, e como tal aconselho vivamente a sua leitura. Como curiosidade destaco algumas expressões do anexo da descodificação que falei anteriormente.  Cavalo de Pau: anagrama para pau de cavalo. Trompetista: alguém conhecido por praticar anilingus.  Chapéu de côco: acidente durante o sexo anal. Exemplo de utilização: “Cuidado com esse rapaz que da última vez que estive com ele deu-me um chapéu de côco.”

Sob a capa de uma sociedade fortemente católica o Baixo Mondego é uma zona onde o satanismo tem uma sólida implantação, sendo a tradição passada de geração em geração, tendo dado já origem a cultos satélite que se estendem até às fronteiras asiáticas da Ex-URSS. “Satanólicos de Alfama”, “Los Angeles Negros de Valadolid” ou os incontornáveis “Ermüdeten Pferde” (de Rostok) são organizações famosas com origens nas tradições de missa negra do baixo Mondego. Há quem defenda que a ala negra do Vaticano deve muito a esta zona de Portugal, mas tal como em tudo o resto, a documentação é escassa e o Vaticano não se orgulha particularmente desta ala mais herege, apesar de ser, alegadamente, aquela que melhores festas dá.

São conhecidas as celebrações num cruzamento a dois quilómetros da vila de Tentúgal que uma vez por mês, por altura da lua cheia,  as invocações maléficas chegam a ouvir-se a 10 kms de distância. Normalmente precedida pela feira das Galinhas Pretas, em que centenas de galinhas negras são escolhidas para sacrificar, é um acontecimento pouco falado mas muito temido pelos poucos habitantes que ainda não se deixaram levar pelo lado mais negro da religiosidade. Apesar de ser uma moda, o Satanismo não deixa de ser uma forte influência na sociedade que se implanta por cima de si, sendo responsável pela eleição de alguns destacados ministros do oculto para cargos públicos políticos, directores de empresas privadas e de grande parte dos maquinistas da CP.